CARA SENHORITA MANEIRAS: Sou professor em uma pequena universidade. Um dos meus colegas tem o hábito de entrar no meu escritório sem bater.
Estas não são visitas sociais: ela sempre precisa de ajuda com seu computador ou quer pegar material didático emprestado, e abre a porta e entra.
Antes de nos mudarmos para este prédio, o escritório dela ficava a algumas portas do meu e ela só gritava comigo sempre que queria alguma coisa. Se eu não respondesse, ela gritaria mais alto. Finalmente enviei a ela um e-mail de teste pedindo que ela viesse até minha porta em vez de gritar comigo como se eu fosse um cachorro.
Ela parou de fazer isso, mas seus sentimentos ficaram claramente feridos.
Ela apenas capta os sinais sutis da linguagem corporal e do tom de voz pelos quais a maioria das pessoas entenderia que seu comportamento ofendeu alguém.
Eu sei que deve haver algum meio-termo verbal entre esperar que ela perceba meus lábios comprimidos e maneiras cortantes, e explodir e perguntar se ela foi criada por lobos, mas não sei o quê.
Acho que ela sente que de alguma forma os escritórios são espaços públicos e não há necessidade de bater, mas a minha política sempre foi bater às portas dos meus colegas, mesmo que estivessem abertas ou completamente abertas, e esperar para ser convidada a entrar.
Um amigo sugeriu que eu mantivesse a porta trancada, mesmo quando estou no escritório, mas não gosto da inacessibilidade que isso cria, principalmente para meus alunos. (Além disso, sou basicamente preguiçoso e prefiro não me levantar e atravessar a sala para abrir a porta toda vez que alguém bate.)
Por favor, diga-me o que fazer ou dizer para realizar o trabalho sem constranger ou culpar essa pessoa.
LEITOR FINO: Isso será fácil. Pense nessa pessoa como você faria com um aluno para quem você não tem conhecimento do seu trabalho para ensinar.
A Sra. Manners irá lembrá-lo, entretanto, que você tem métodos diferentes ao ensinar alunos de graduação e pós-graduação: mais colegiais, com maior reconhecimento de seus conhecimentos e experiência. Portanto, não “Você deveria bater antes de entrar”, mas “Bata, por favor, porque eu teria insistido”.
Pode ser uma experiência de aprendizado para você também.
CARA SENHORITA MANEIRAS: Não sei se é uma gafe um adulto chorar em público, exceto em um casamento ou funeral.
Acho que a maioria das pessoas não ouviria em público por acaso, mas sei que às vezes fiz isso sem querer (o mais discretamente possível), quando não consegui buscar privacidade a tempo.
Também vi pessoas chorarem e simpatizo.
Se notarmos um adulto chorando em público, será mais educado fingir que não o vemos? Oferecer um lenço? Dizer algo?
LEITOR NOTURNO: Um motivo legítimo para denunciar é ver se há algo que você pode fazer, inclusive corrigir a causa raiz ou demonstrar empatia. Miss Manners deve enfatizar, satisfazendo a própria curiosidade sobre a causa.
O motivo em questão dependerá das circunstâncias – incluindo se você mesmo causou o problema.
Envie suas perguntas para Miss Manners em seu site, www.missmanners.com; para seu e-mail, Gentlereader@missmanners.com; ou por correio para Miss Manners, Andrews McMeel Syndication, 1130 Walnut St., Kansas City, MO 64106.





