Numa reunião em Bruxelas, os ministros da UE aprovaram a lei, mas a Eslováquia e a Hungria opuseram-se e a Bulgária absteve-se. A Hungria disse que iria contestar a lei no Tribunal de Justiça Europeu.
A proibição foi concebida sob um sistema de votação por maioria fixa, permitindo-lhe superar a oposição da Hungria e da Eslováquia, que dependem fortemente das importações de energia russas e querem manter laços estreitos com Moscovo.
Nos termos do acordo, a UE deixará de importar gás natural liquefeito (GNL) russo até ao final de 2026 e gás gasoduto até 30 de setembro de 2027. A lei permite que o último prazo seja adiado para 1 de novembro de 2027 se um país estiver com dificuldades para encher locais de armazenamento de gás no inverno.
A Rússia fornecerá 40% do gás da UE antes de 2022. De acordo com os últimos dados disponíveis da UE, essa percentagem cairá para cerca de 13% em 2025. Mas alguns países da UE continuam a pagar a Moscovo pelo petróleo, pelo gás de gasoduto e pelo GNL, minando os seus esforços para apoiar a Ucrânia e reduzir o financiamento para a economia da Rússia durante a guerra.
No mês passado, os cinco maiores importadores da UE gastaram 1,4 mil milhões de euros (1,66 mil milhões de dólares) em energia russa, principalmente gás e GNL, segundo dados do Centro de Investigação sobre Energia e Ar Limpo, sem fins lucrativos. A Hungria é o maior comprador, seguida pela França e pela Bélgica.





