O Príncipe Harry deu uma resposta pública à recente declaração do Presidente Donald Trump rejeitando o papel dos aliados da OTAN e dos militares no Afeganistão.
Numa entrevista à Fox News no Fórum Económico Mundial em Davos, Trump disse que as forças da NATO não pertencentes aos EUA estavam “um pouco atrasadas e um pouco longe demais das linhas da frente” durante o conflito no Afeganistão.
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O que o Príncipe Harry disse?
Numa declaração detalhada, o Príncipe Harry disse que o Artigo 5 da Carta da NATO estava a ser invocado pela “primeira e única vez” desde os ataques de 11 de Setembro de 2001 aos EUA.
Ele lembrou a Trump que os aliados da NATO na altura perseguiam objectivos de segurança comuns com os Estados Unidos. Ele disse: “Os sindicatos responderam a este chamado”.
O príncipe Harry continuou: “Servi lá. Fiz amigos para toda a vida lá. E perdi amigos lá. 457 militares foram mortos só no Reino Unido.”
Ele lembrou a Trump que os militares fizeram sacrifícios na época. Ele disse: “Milhares de pessoas mudaram para sempre. Pais e mães enterraram filhos e filhas. Crianças ficaram sem pais. As famílias têm que arcar com o custo”.
Na sua declaração, o Príncipe Harry pediu respeito a todos aqueles que estiveram presentes no Afeganistão, dizendo: “Esses sacrifícios merecem ser ditos com justiça e respeito, porque estamos todos unidos e comprometidos com a defesa da diplomacia e da paz”.
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O próprio Príncipe Harry estava estacionado no Afeganistão
O príncipe Harry foi um dos soldados destacados duas vezes no Afeganistão durante seus 10 anos de serviço militar.
O príncipe Harry escreve sobre sua experiência em seu livro sobre a necessidade de matar cerca de 25 soldados talibãs.
No início de 2008, ele foi enviado secretamente ao Afeganistão por dez semanas, mas depois retirou-se devido a relatos da mídia sobre sua implantação no Afeganistão.
Ele foi enviado ao Afeganistão pela segunda vez em setembro de 2012 como artilheiro e copiloto de um helicóptero Apache.






