Abbas Araghchi deveria discursar em um encontro anual de líderes globais na cidade suíça de esqui na terça-feira.
Mas os activistas apelam aos organizadores do Fórum Económico Mundial para que o convidem no meio daquilo que grupos de direitos humanos descreveram como um “massacre” no seu país.
“O ministro das Relações Exteriores do Irã não comparecerá a Davos”, disse o X Fórum Econômico Mundial.
“Embora tenha sido convidado no outono passado, a trágica perda de civis no Irão nas últimas semanas significa que não é apropriado representar o governo iraniano em Davos este ano”, acrescentou.
As manifestações, alimentadas pela raiva face à repressão económica, transformaram-se em protestos no final de Dezembro, amplamente vistos como o maior desafio à liderança iraniana nos últimos anos.
As manifestações diminuíram após uma repressão do governo sob o pretexto de um bloqueio de comunicações que começou em 8 de janeiro. O Irã Human Rights, com sede na Noruega, afirma ter confirmado a morte de 3.428 manifestantes mortos pelas forças de segurança.
A ONG alertou que o número real de mortos poderia ser muito maior. A mídia não pôde confirmar o número de forma independente e as autoridades iranianas não forneceram o número exato de mortos.


