BOGOTÁ, Colômbia – Mais de 300 pessoas fugiram da volátil região colombiana de Catatumbo para escapar aos combates de grupos rebeldes e estão agora refugiadas em Cúcuta, uma cidade perto da fronteira com a Venezuela que já se prepara para um possível influxo de refugiados.
Numa mensagem publicada na noite de segunda-feira, a ombudsman de direitos humanos da Colômbia, Iris Marin, disse que os deslocados vieram de Tibu e El Tarra, dois municípios onde eclodiram combates entre grupos rebeldes em dezembro.
O governo da Colômbia enviou tanques e tropas para Cúcuta no sábado, depois que um ataque dos EUA à vizinha Venezuela levou à prisão do presidente Nicolás Maduro.
Os traficantes de drogas e os grupos rebeldes lutam há anos pelo controle da região de Catatumbo, uma das principais áreas produtoras de coca da Colômbia.
“Mais uma vez apelamos aos grupos rebeldes para que parem de lutar e deixem os civis fora do conflito”, escreveu Marin.
No ano passado, mais de 56 mil pessoas foram deslocadas de Catatumbo, uma grande região na fronteira com a Venezuela, e pelo menos 80 foram mortas quando o Exército de Libertação Nacional atacou um grupo rival conhecido como FARC-EMC.
A crise humanitária levou o governo colombiano a suspender as negociações de paz com o Exército de Libertação Nacional, que deveriam começar em 2022.
Autoridades colombianas disseram que o país está se preparando para uma possível onda de refugiados venezuelanos, embora isso ainda não tenha se concretizado, já que a situação na Venezuela parece ter se estabilizado e o vice-presidente de Maduro, Delsy Rodriguez, está agora sendo empossado como líder interino.
Gloria Arriero, chefe do Serviço Nacional de Migração da Colômbia, disse na terça-feira que o tráfego de pedestres na fronteira não mudou significativamente desde o ataque à Venezuela, com cerca de 60 mil pessoas entrando e saindo de Cúcuta todos os dias.
“Estamos tranquilos porque o fluxo de pessoas não aumentou”, disse Arriero em entrevista coletiva.
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