‘Causa de uma em cada cinco mortes’

Uma nova avaliação de dados está a ajudar a quantificar os efeitos significativos dos factores ambientais nas doenças cardíacas na Europa.

Fatores como a poluição atmosférica, as temperaturas extremas e a exposição a produtos químicos nocivos “causam uma em cada cinco mortes cardiovasculares na União Europeia”, de acordo com um relatório do início de novembro da Agência Europeia do Ambiente.

O que está acontecendo?

O último briefing da AEA, “Prevenir doenças cardiovasculares através de ambientes saudáveis”, destaca como a nossa vida quotidiana e os nossos espaços podem moldar silenciosamente a saúde do coração.

As doenças cardiovasculares irão ceifar mais de 1,7 milhões de vidas em toda a UE em 2022, quase um terço de todas as mortes. Segundo a AEA, pelo menos 18% destas mortes podem estar ligadas a factores ambientais evitáveis.

Os contribuintes mais perigosos foram identificados como poluição do ar, ruído do tráfego, condições climáticas extremas e exposição a toxinas como metais pesados ​​e desreguladores endócrinos.

Juntos, estes factores de stress contribuem para uma estimativa de 282 mil milhões de euros em perda anual de produtividade e produção económica associada a doenças cardiovasculares em toda a Europa, afirmou a agência.

A ligação entre condições ambientais adversas e problemas de saúde cardíaca não é uma descoberta totalmente nova – os investigadores já reconhecem estas ligações a nível mundial há já algum tempo. Mas as novas estimativas da AEA ajudam a mostrar quantas vidas poderiam ser melhoradas combatendo eficazmente a má qualidade do ar, o aumento das temperaturas e muito mais.

Por que isso é importante?

A genética e o envelhecimento desempenham papéis importantes nas doenças cardíacas e não são facilmente mitigados. Mas se os factores ambientais forem identificados como contribuintes significativos para estes graves problemas de saúde, a boa notícia é que podem ser abordados e vidas salvas.

Para além dos factos, o relatório apresenta uma imagem clara: um ar mais limpo, cidades mais silenciosas e produtos químicos mais seguros podem traduzir-se directamente em vidas mais saudáveis ​​e mais longas para milhões de pessoas.

Assim, a mensagem da AEA é um alerta para governos, comunidades e famílias. Ele conecta os pontos entre os lugares onde vivemos – nossas casas, locais de trabalho e bairros – e a saúde do nosso coração

Por outras palavras, melhorar o ambiente não significa apenas proteger a natureza; É sobre proteger as pessoas.

O que está sendo feito a respeito?

As políticas da AEA já estão a fazer a diferença, como o Plano de Acção para a Poluição Zero da UE, que visa reduzir as mortes prematuras associadas à poluição atmosférica em 55% em comparação com os níveis de 2005.

A nível global, a Federação Mundial do Coração apelou recentemente aos governos e aos líderes mundiais para “colocarem a saúde cardiovascular no centro dos compromissos climáticos” na preparação para a 30.ª Conferência das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas, vulgarmente conhecida como COP30. O grupo enfatizou que a poluição atmosférica e o calor extremo afectam desproporcionalmente a saúde cardiovascular em países de baixo e médio rendimento, um risco particularmente urgente.

A nível local, a ecologização urbana, os parques acessíveis e os espaços azuis são soluções naturais que podem melhorar a qualidade do ar, reduzir o ruído e incentivar a atividade física saudável para o coração. De forma mais ampla, trabalhar para a transição de combustíveis fósseis sujos para energias limpas e renováveis ​​a todos os níveis pode trazer benefícios globais.

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