O advogado de Bolsonaro não ofereceu nenhuma explicação para a detenção repentina. No entanto, uma pessoa familiarizada com a situação disse que a medida foi uma medida de precaução relacionada ao seu atual estado de prisão domiciliar.
O ex-presidente de direita foi preso por 27 anos e três meses em setembro, depois que o Supremo Tribunal o considerou culpado de conspirar para anular os resultados das eleições de 2022, numa tentativa fracassada de permanecer no poder, depois de perder para o presidente de esquerda, Luiz Inácio Lula da Silva. Os investigadores concluíram que Bolsonaro atuou como arquiteto e principal beneficiário de um plano que visa impedir a posse de Lula no início de 2023.
Por mais de 100 dias, Bolsonaro esteve confinado em sua casa sob restrições estritas por violar medidas cautelares em um caso separado relacionado a alegações de que ele buscava a intervenção dos EUA para inviabilizar processos criminais contra ele.
O ex-presidente dos EUA, Donald Trump – um aliado de Bolsonaro nos seus termos sobrepostos – denunciou o caso como uma “caça às bruxas”. Em retaliação, Trump impôs sanções ao juiz do Supremo Tribunal Alexandre de Moraes, que supervisiona o caso, e impôs tarifas de 50% sobre as importações norte-americanas de vários produtos brasileiros, que o ex-presidente só começou a aliviar este mês.
Embora confinado em sua residência, Bolsonaro foi proibido de usar as redes sociais, mas continuou a receber visitas de apoiadores políticos. Espera-se que sua equipe jurídica faça uma petição às autoridades para permitir que ele permaneça em prisão domiciliar, citando vários problemas de saúde.







