Numa carta datada de 10 de novembro, Khambata disse que os trustes não corrigiram estas alegações, que chamou de “absurdas”, acrescentando que nenhum administrador agiu com tal intenção, de acordo com o relatório da TOI (por Reeba Zakaria).
Os comentários de Khambata resultaram de acontecimentos em que a maioria dos curadores, incluindo ele próprio, bloquearam em 11 de setembro o apoio à renomeação do vice-presidente do trust, Vijay Singh, para o conselho da Tata Sons. Ele disse que a decisão foi baseada em uma diferença de abordagem durante a revisão anual da representação de trustes por diretores nomeados no conselho da Tata Sons.
Segundo ele, essa representação é uma responsabilidade, não uma recompensa.
Ele disse que sua posição era motivada por um único objetivo: fortalecer a voz dos trustes no conselho da Tata Sons e resistir a movimentos de listagem da holding. Khambata reconheceu a angústia causada pelo episódio e disse lamentar a “cobertura injusta da mídia” e o impacto que teve sobre Singh.
Ele acrescentou que mais esforços deveriam ter sido feitos para construir consenso. Khambata esclareceu que o ex-presidente do Trust, Ratan Tata, já havia perguntado se ele estaria disposto a ingressar no conselho da Tata Sons como diretor do trust, mas ele recusou. Na reunião de 11 de setembro, Khambatta e outros sugeriram o ex-curador Mehli Mistry como substituto de Singh. Noel Tata rejeitou a proposta. Khambata escreveu que ele e outros foram criticados injustamente por expressarem as suas opiniões.
Respondendo às especulações em torno dos acontecimentos que se seguiram à morte de Ratan Tata, Khambata disse que a alegação de que alguns administradores tentaram obter o controlo era imprecisa. Ele disse que ele e outros apoiaram a elevação de Noel Tata como presidente, mas os curadores precisavam trabalhar para garantir que a decisão não fosse adiada.
Mehli Mistry sugeriu o nome de Noel e Khambata apoiou. Os relatórios sugerem que Noel preferiria deixar vago o cargo de administrador em vez de nomeá-lo.
Khambata respondeu às sugestões de que ela e Mehli Mistry se apresentariam no show. Ele disse que eles nem sempre concordaram, inclusive na questão de uma saída justa do grupo Shapoorji Pallonji (SP) da Tata Sons – um resultado considerado crucial para os trustes.
Mais tarde, Mehli apoiou a resolução de julho se opondo à listagem da Tata Sons e apoiando o acordo com o Grupo SP, disse ele. O Grupo SP, liderado por Shapoor Mistry, cunhado de Noel Tata, continua a ser o maior acionista não promotor da Tata Sons.
A carta, revisada pela TOI, foi escrita um dia antes de os trustes nomearem Neville, filho de Noel Tata, como administrador do Sir Dorabji Tata Trust (SDTT). Khambata propôs o nome de Neville numa reunião entre SDTT e Sir Ratan Tata Trust (SRTT) em 11 de novembro.
Neville foi admitido na SDTT, mas não na SRTT, e opôs-se à nomeação de outro administrador.
A nota de Khambata revela as tensões que se seguiram a decisões importantes em trustes, e ele argumenta que as divergências se basearam em princípios e não na tentativa de qualquer administrador de reorientar o controlo.




