Higgins declarou-se “não a este projeto de lei desde o início”, citando preocupações de que a legislação pudesse expor “milhares de pessoas inocentes, testemunhas, pessoas que deram álibis, familiares, etc.”
Higgins indicou que poderia apoiar o projeto se o Senado o alterasse para proteger aqueles “nomeados, mas não ligados criminalmente”, mas o Senado o aprovou inalterado por consentimento unânime, deixando-o como a única voz dissidente. Ele alertou que a divulgação ampla dos arquivos para “uma mídia frenética” poderia prejudicar pessoas inocentes.
A carreira política de Clay Higgins
Higgins, que representa um distrito congressional no sudoeste da Louisiana, é um forte defensor do presidente Donald Trump. Ele é membro do ultraconservador House Freedom Caucus e preside o Subcomitê de Supervisão da Câmara, que supervisiona a intimação de documentos do Departamento de Justiça relacionados a Epstein. Apesar de seu papel de liderança, ele resistiu às intimações do subcomitê e intimou o ex-presidente Bill Clinton.
Antes de entrar no Congresso, Higgins serviu como policial na Louisiana. Ele ganhou fama viral por seus ousados vídeos Crime Stoppers, ganhou o apelido de “Cajun John Wayne” na mídia e reforçou seu desafio às brigas nas redes sociais.
Higgins costuma ser uma figura polarizadora. Ele enfrentou várias acusações de má conduta durante sua carreira policial. No Congresso, ele recebeu críticas por postagens racistas nas redes sociais, incluindo insultos aos haitianos. Mais tarde, ele excluiu a postagem e retirou parcialmente seus comentários, afirmando que eram dirigidos a membros de gangues. Apesar da reação negativa, o presidente da Câmara, Mike Johnson, defendeu-o como “uma pessoa muito honesta e franca” e “com muitos princípios”.
Conhecido por seu estilo franco e de confronto, Higgins ganhou a reputação de político da lei e da ordem, sem medo de ir contra a pressão do partido e do público.




