(Reuters) – Elon Musk participou de um jantar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o príncipe herdeiro saudita, Mohammed bin Salman, na Casa Branca nesta terça-feira, sua segunda aparição pública conjunta depois de uma amarga briga pública no início deste ano.
A presença de Musk pode ser um sinal de reconciliação numa relação tumultuada entre o CEO da Tesla e o presidente dos EUA.
Musk apoiou e financiou a eleição de Trump no ano passado e tornou-se um conselheiro próximo da sua administração no início deste ano, liderando o Departamento de Eficiência Governamental (DOGE) e supervisionando o financiamento federal e os cortes de empregos.
Mas logo os dois se desentenderam. O empresário bilionário recorreu às redes sociais para atacar o abrangente projeto de lei tributária e de gastos de Trump, considerando-o fiscalmente imprudente e disse que planeja formar um novo partido político. Trump reagiu ameaçando cortar os bilhões de dólares em subsídios que as empresas de Musk recebem do governo federal
O conflito com a retórica política de extrema direita de Musk prejudicou a imagem da marca, as vendas e o preço das ações da Tesla, disseram analistas.
Musk e Trump raramente estiveram juntos em público desde então. Musk foi visto pela última vez apertando a mão de Trump em um memorial ao ativista conservador Charlie Kirk em setembro.
Trump acolhe o governante de facto saudita, enquanto este procura reabilitar a sua imagem global e aprofundar os laços com Washington. Outros presentes no jantar incluíram o astro do futebol português Cristiano Ronaldo e o CEO da Nvidia, Jensen Huang.
(Reportagem de Steve Holland e Abhirup Roy, escrito por Christian Martinez; editado por Scott Malone e Stephen Coates)




