Dica de Joguinho: Firewatch

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Duas coisas: minha atividade de entretenimento favorita é jogar videogame e eu gosto muito de jogos independentes.

Firewatch me interessou desde que foi apresentado na E3 seu trailer inicial, principalmente pelo finalzinho. Se você não viu ou não lembra, dá uma olhada:

A ideia de um jogo de exploração num parque com um suspense no meio me deixou bem intrigado, ainda mais pela beleza absurda do jogo. Mas depois de um tempo, esqueci dele e fui relembrado por uma promoção na Steam, e logo o adquiri. E não me arrependi.

Desenvolvido pela Campo Santo, o jogo tem como personagem principal Henry, um homem comum por volta dos seus 40 anos que tem vários problemas que o levam a aceitar um trabalho que o mantém durante o verão inteiro como guarda florestal de um parque de preservação no Wyoming. O jogo já começa diferente na apresentação do protagonista. Durante alguns minutos, tudo que vemos são textos na tela descrevendo cenários e acontecimentos com ótimos efeitos sonoros e desses textos, tomamos decisões para entender mais sobre a personalidade, os relacionamentos e os problemas de Henry. De forma muito original, o jogo começa.

Dessa forma, começamos o gameplay de verdade no primeiro dia de Henry na sua torre de vigia. Ele é responsável principalmente por prevenir incêndios e informar os bombeiros desses acontecimentos, daí vem o nome do jogo. O jogo se passa completamente em primeira pessoa, e só temos contato inicialmente com Delilah, sua chefe que fica locada em outra torre a vários quilômetros de distância, mas ela pode te observar e vocês conversam durante o jogo inteiro.

Torre de vigia

Torre de vigia

Em relação a Gameplay, ele é muito competente. Não há basicamente nenhuma informação na tela, ao menos que você puxe seu mapa e bússola, para se guiar ou puxe seu walkie-talkie para conversar com Delilah e repassar informações. Inclusive nesse quesito, você pode escolher que tipo de informações gostaria de compartilhar com ela, decidindo se quer ser uma pessoal amigável, agressiva, que desconfia ou confia dela (falarei mais disso depois). Os comandos respondem muito bem e tudo faz sentido.

Mas o trunfo do game é a história. A ambientação e gameplay te auxiliam a imergir numa história muito envolvedora. Em certa parte do jogo, você começa a perceber acontecimentos esquisitos como barracas de visitantes queimadas, notas indicando agressões a visitantes, walkie-talkies perdidos e pessoas estranhas andando no parque. A cada novo acontecimento a sensação de estar sendo observado aumenta e chega ao ponto de você sentir medo de explorar certas partes do mapa ou investigar algum problema por ficar preocupado com o que pode acontecer. A apreensão nos obriga a nos agarrar a única pessoa que temos contato por um walkie-talkie, e temos que decidir se essa pessoa também está sendo vigiada ou ela está colaborando pra te vigiar.

Você vai fazer muuuito isso

Você vai fazer muuuito isso

Além disso, os personagens são incríveis. A ausência de presença humana é recompensada com a tonelada de diálogos que temos com Delilah pelo nosso comunicador via rádio, e você descobre como as relações humanas são construídas por pessoas imperfeitas. Henry e sua gerente, nessa vastidão de solidão e tediosidade conversam. E ambos não tem a melhor das vidas para acabarem num lugar como aqueles. Mas a medida que as coisas vão ficando mais esquisitas, somos apresentados a verdades mais esquisitas dessas pessoas e temos que entender que a imperfeição delas é o que faz o ser humano completo.

Firewatch é um jogo bem executado, com uma jogabilidade original, uma história muito envolvente e um final excelente e satisfatório. Recomendo facilmente.

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