Acorda meu povo!!!

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O país vive um momento de intensidade política do seu povo. Povo esse que sempre foi considerado acomodado politicamente, sem articulação para defender seus interesses. Usando uma palavra mais curta e grossa, um povo “preguiçoso”. E não sem razão. Existem situações que, às vezes, penso que só acontecem no Brasil. Como dizia um saudoso professor do meu curso de História, o Brasil é um país “surreal”. Seria muito bom que o Brasil fosse o país de Alice, o “país das maravilhas”. Infelizmente, não é. Mas o que se vê nesse momento é um movimento de preocupação do brasileiro com o que acontece ao seu redor. De preocupação com os seus direitos, que muitas vezes são prejudicados. Como se espalhou pelas redes sociais, “o Gigante acordou”.

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Mas o cuidado necessário nesse momento é que esse movimento de indignação não esmoreça, pois tentativas para que isso ocorra já estão sendo espalhadas pelos nossos queridos e interessados políticos. “O movimento não tem pauta de reivindicação”, “as manifestações não tem líderes”, “os protestos são violentos”, entre outras frases ditas pelos nossos representantes. É até são grandes verdades essas frases, mas esses fatos é que tornam as manifestações tão autênticas. Quando assisto pela televisão aos protestos sem ver bandeiras da CUT, do PT, do Movimento Estudantil, do Flamengo, do Corinthians, fico maravilhado: as pessoas REALMENTE foram às ruas. E é necessário defender essas manifestações “sem máscaras”, sem representantes. Aliás, com um único e real representante: o povo.

A paz sempre tem que ser defendida, mas não como desculpa para que se acabem os protestos. Não ter pauta de reivindicações não é desculpa para que as mudanças não ocorram. Um grande exemplo é a Revolução Francesa. Apesar de ser uma revolução burguesa, teve ativa participação do povo, insatisfeito com a situação na época. Sem pauta, sem certeza de reivindicações.

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O povo acordou. O povo levantou-se dos seus assentos empoeirados em busca da felicidade. O povo aprendeu que a felicidade não se ganha, se conquista. Talvez estejamos participando de um acontecimento histórico: o momento que deixamos de ser recipientes ocos e passamos a ser conquistadores do nosso destino.

 

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