The Flash a série: Más impressões.

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Fala, Kalangada!

Vamos falar de nossa primeira impressão com a série do canal CW que conta a história do velocista mais amado da DC Comics.

A série The Flash do canal americano CW foi ao ar em outubro de 2014. Nas prévias e trailers já se via uma trama adolescente cheia de pseudo-questionamentos. Isso era esperado, como disse. Entretanto, após ver os dois primeiro episódios para o Kalango Atômico, pude me sentir subestimado.

Certa vez li nas internets que o Sr. Alan Moore disse ser “preocupante um adulto ler histórias de super heróis”. Discordei veementemente dessa indagação. Contudo estou cada vez mais inclinado a essa posição, e também entendo a posição das produtoras em investir nesse mercado tão lucrativo. O problema é sempre usar A MESMA FÓRMULA. Sério que temos mais um herói com problemas na adolescência? Um perito colegial com um elevado padrão altruístico?

A premissa da série se baseia no fato de o garoto Barry Allen testemunhar a morte de sua mãe num evento misterioso, envolvendo muitas luzes. O problema é que seu papai também testemunhava o tal evento e de alguma forma foi condenado à prisão pela morte da esposa. Com isso, o policial Joel, encarregado do caso, adota o menino Allen.

Após alguns anos o então auxiliar perito Barry Allen investiga um caso de assalto envolvendo uma dupla de irmãos. E, paralelamente, um grande cientista faz um experimento que dá errado dando alguns dons especiais a pessoas aleatórias (?), inclusive a Allen que entra em coma por nove meses.

Eu ainda gosto de histórias de super heróis, mas a fórmula está batida como é apresentada, principalmente nas séries. Repare bem se não temos uma série baseada em todos os conceitos utilizados no Smallville. Alem disso tudo, o pior é um roteiro feito na base de diálogos inverossímeis. Sério que ao ver o que do Barry é capaz faz um pedido para não se revelar para sua filha? Sério? Policiais fazendo batidas de busca sem apoio tático? Um cientista filantropo? Senti-me assistindo um episódio de Malhação.

Você me diria que em uma série de super herói eu deveria ligar o botão diversão, não é? Mas te respondo que não precisa ser tão pouco, tão mesquinho, tão juvenil. Batman: o Cavaleiro das Trevas de Nolan nos prova que é possível. Até mesmo o massacrado Homem de Aço do Zack Snyder mostra que ter motivações coerentes nos fazem dar importância ao personagem. Coisas que não acontecem ainda em The Flash.

É possível que The Flash seja sucesso de audiência, faça mais de quatro temporadas com seu universo compartilhado com Arrow. Também é possível que a série melhore os diálogos, as estruturas e as motivações. Mas até aqui não me vejo instigado a ver mais capítulos dessa série. Avaliar em 4 atômicos é até benevolência de minha parte ao que foi produzido até aqui. Quem quiser ver e observar coisas que não vi ou compreendi fiquem a vontade.

Talvez eu esteja ficando chato, ranzinza e até pode ser que Allan Moore esteja certo. O certo é que eu não curti a nova série da CW nominada The Flash, infelizmente.

First Shots Of Grant Gustin Wearing 'The Flash' Costume

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  • tiorobin

    A série está no 3 episódio. E concordo com sua opinião. Eles pegaram o que deu certo em smalhação ville e colocaram no Flash, a pegada “adolescente” super altruista realmente é chata. Mas pelo menos o cientista filantropo não é filantropo, e o “acidente” não foi bem assim também.

    • Tem essa parte também. Espero que melhore, e logo. Abraço.

  • Pingback: KA #24 - Marvel e DC até 2020 | Kalango Atômico - Podcast do Cerrado()

  • Já estou no episódio 8, e bem, concordo em parte com você. Realmente, eles estão seguindo uma fórmula irritante, mas o que mais me incomoda não são os dramas, porque estes particularmente estou gostando. Tudo bem, alguma coisa soa realmente batida, mas as atuações do elenco de apoio, e o relacionamento dos personagens é bem interessante. Apesar dessa de história do “herói que não fica com a mocinha” ser bem repetitiva. Agora, o que me incomoda mesmo é a tal história de um vilão por episódio, e alguns erros de pseudo-ciência como “o super vilão consegue multiplicar todas as suas células, mas clona junto sua roupa”. Mas acho que temos que dar tempo ao tempo, a série ainda está se encontrando, e Arrow mostra que é sim possível fazer boas séries de heróis sem a tal já batida “fórmula de sempre”.

  • Rennany Gomes

    Eu simplesmente odiei o primeiro episodio a parada adolescente a atriz que que escolheram para ser a Iris West os diálogos tudo e, desisti da série… Até há algumas semanas atrás quando resolvi dar uma segunda chance afinal o Flash sempre foi um dos meus personagens preferidos dos quadrinhos e pasmem depois de alguns episódios viciei no seriado e aguardo ansioso pelo próximo capitulo, eles, começaram devagar mas assim como o Flash pegaram velocidade e estão levando a séria para um rumo muito interessante se bem explorado com possibilidades fantásticas.

  • Marcelo

    Concordo e discordo! A série está cheia de clichés e com certeza esta repetindo a fórmula de sala vila e! Mas é compreensível uma vez que não apenas adultos assistem, e a série precisa agradar a todos e pelo que estou acompanhado esta dando certo! A falsa ciência usada possui furos pois é falsa! Meta humanos não existem e para justificar sua existência é necessário umas mentirinhas que precisam ser entendidas por todos!até mesmo batam de Nolan possui alguma incoerência,como lutar usando uma capa?qualquer praticante de mma sabe que é totalmente sem lógica! Um abraço!