Demolidor – Fim Dos Dias

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Quando a Panini lançou o primeiro volume de Demolidor – Fim Dos Dias, fiquei muito animado para adquirir e ler a obra. Ainda mais porque o roteiro fica por conta de Brian Michael Bends, um dos meus favoritos na área. O cara tem boas ideias. Bendis dividiu o roteiro com David Mack. Já os desenhos ficaram por conta de Klaus Janson. E que arte, o estilo combinou bem com a trama investigativa.

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Na trama, começa com o Demolidor sendo assassinado pelo Mercenário, numa luta no meio de uma rua movimentada na Cozinha do Inferno. Antes de morrer, Matthew Murdock diz uma palavra para o Mercenário: Mapone. Ben Urich, o aclamado jornalista do Clarim Diário, começa uma matéria investigativa sobre a morte e o significado da palavra ‘Mapone’.

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No decorrer da trama, figuram personagens urbanos da Marvel e com ligação com o Demolidor. Coruja, Homem Púrpura, Viúva Negra, Justiceiro e muitos outros dão profundidade à trama, oferecendo novas perspectivas sobre o finado herói.

A obra deve ser encarada fora da cronologia oficial (mensal) da Marvel. Por isso temos uma trama mais pesada, com um Demolidor revelado a sociedade, maculado por ter matado o Rei do Crime (algo impensado para a cronologia mensal). A trama mostra como esse herói desacreditado, que ultrapassou o limite que o separava do vigilantismo (como o Justiceiro), perdeu a importância para o bairro. Mais um louco fantasiado fazendo ‘justiça’ e, mais um vigilante sendo assassinado.

E Ben Urich era esse desacreditado, e na sua busca pela noticia, pela verdade, ele relembra o heroísmo de Matthew Murdock, tentando traçar um paralelo com o entendimento da motivação dele ter ultrapassado seu próprio limite moral. Mas também é uma busca do próprio Urich para se reencontrar no jornalismo e continuar dando bons exemplos ao seu filho.

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O segundo volume perde um pouco a qualidade narrativa, com cenas e soluções de trama bem clichês. Meu problema não é o uso de clichês, e sim porque a obra vinha numa trama crescente e dramática e, de uma hora para outra, volta a ser uma história de super-herói com soluções forçadas. Não que o drama tenha abandonado a narrativa, teve pontos surpreendentes com reviravoltas emocionantes.

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Trama fechada em dois volumes com oito capítulos e dois extras. Bom roteiro de Michael Bendis e David Mack. Arte excelente de Klaus Janson. Os compilados possuem capas variantes feitas por David Mack, Alex Maleev, Dale Keown, Peter Steigerwald e Alex Ross. Quantificando essa obra em nota: 9 Atômicos. Sensacional e mais que indicada a leitura.

Demolidor – Fim Dos Dias foi lançado em dois volumes pela Panini, com preço de R$ 18,90 cada volume. A venda nas principais livrarias.

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