Wilder Mind, o que aconteceu com Mumford & Sons?

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Esperei pouco mais de um mês para soltar minhas impressões sobre o novo álbum de Mumford & Sons, Wilder Mind. E sim, o vocalista Marcus Mumford já havia dito que a obra teria menos a pegada de folk rock. O problema é que a mudança foi muito radical.

Não estou dizendo que o compilado é ruim, longe disso. Mas comparando com a proposta musical inicial apresentada pela banda nos dois primeiros álbuns, aquele rock acústico misturado com banjo e vocalizações bem arranjadas, fica bem evidente que a banda mudou sua identidade musical.  Sigh no More e Babel são obras de folk rock, com musicas reflexivas, melancólicas e contemplativas. Marca registrada, que seguia um padrão respeitável de qualidade, pro estilo apresentado.

Wilder Mind é um álbum de rock alternativo aos moldes de Kings of Leon, Black Lab, Snow Patrow, etc. Composto por 12 faixas, a obra segue um padrão com canções indies rock. As três primeiras são as melhores Tompinkins Square Park (vídeo acima), Believe e The Wolf (Ambos linkados abaixo). Esta ultima é a melhor de todas, pois é a mais animada do álbum, digamos que seja a mais dançante. Depois, o que se segue são canções melancólicas e contemplativas. Aliás, o álbum é um apanhado melancólico, as vezes beirando a depressão. Até aí, digamos que não seja o problema da obra, pois é coerente com a proposta da banda. O que destoa mesmo é o estilo musical.

O Folk Rock apresentado por Mumford & Sons nos Primeiros álbuns era inovador, tanto que lhes renderam um Grammy de melhor álbum do ano de 2013 por Babel. Músicas agradáveis aos ouvidos como White Blank Page, Little Lion Man, Babel,  Lover of the Light, Hopeless Wanderer, etc. são exemplos de ótimas composições musicais, que ficaram eternizadas. Contudo, o Indie Rock de Wilder Mind não possui uma canção com essa aura marcante, talvez The Wolf fique como uma futura integrante de um greatest hits.

Não ouso dizer que foi errado Mumford & Sons ter mudado seu estilo musical. Pode ser que se tivessem lançado um terceiro álbum em Folk Rock ficaria bem enjoativo e, eles viram isso antes de todos. Resolvendo assim, mudar para um estilo musical vizinho. Nunca se sabe!  O problema é que o Indie Rock é muito bem representado e, Wilder Mind teve algumas canções bem genéricas pro estilo. Sem falar que pode ser bem problemático para uma banda a perda da identidade sonora. Posso estar sendo muito severo na minha avaliação, mas pelo potencial apresenatado inicialmente pela banda, não tem como pegar leve. E, esse novo álbum está muito aquém do que M&S poderia ter produzido. Contudo, ainda vale ouvir e apreciar a obra. Minha nota final é 6 Atômicos.

A obra está disponível para venda digital, física e nos principais veículos de mídia stream como o Spotify.

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