Lua Elétrika e Satélites Graves: Entrevista.

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O Lua Elétrika e Satélites Graves é um projeto de música eletrônica de três dos integrantes da banda brasiliense 10zer04. São eles: a idealizadora Luara Oliveira, Alessandro Xoquitu e Hugo Barata. O Kalango Atômico fez uma entrevista com a cabeça do projeto. Confira na íntegra.

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Entrevista com Luara Oliveira (Lua)

 1- O que é o projeto Lua Elétrika e Satélites Graves? Por que tem esse nome?

Bem, a ideia do projeto surgiu de forma bem despretensiosa. Com a 10zer04 um pouco afastada dos palcos, meu irmão (Alessandro Xoquitu) começou a produzir umas “bases” em casa, começamos a “brincar”, gravamos algumas vozes, chamamos o Hugo Barata pra fazer uns baixos, e realmente estávamos a vontade e curtindo as criações. Sempre fomos apaixonados por música eletrônica, fazia parte de nossas influências na 10zer04 também. Comecei a usar esse nome em 2010, Lua, apelido pra Luara (meu nome), e Elétrika em menção a música eletrônica. Já Satélites Graves, surgiu quando decidimos divulgar o trabalho. ‘Satélites’ é uma referência com as cidades afastadas do centro de Brasília, denominadas ‘cidades satélites’ e ‘Graves’ são frequências baixas muito usadas em música eletrônica. Uma curiosidade sobre “satélites graves” é que descobrimos que a expressão também classifica antenas (satélites) que buscam ondas de baixa frequência, utilizadas para captar algum sinal extraterrestre vindo do espaço.

2- Qual a sua expectativa pro Projeto?

A expectativa é não criar expectativas (risos). Sempre fizemos música assim, pelo simples fato de amar música, externar ideias e sentimentos. É lógico que o reconhecimento de um trabalho é sempre bem vindo. A princípio, o objetivo é continuar a produzir e divulgar o som.

3- Com a experiência do 10zer04, como vê a cena musical em Brasília atualmente?

A cena em Brasília continua a velha e boa história do “faça você mesmo”. Existem muitas bandas. Existe muita coisa acontecendo. Quando começamos com a 10zer04, em 1999, a cena não era muito bem estruturada em nossa cidade (Samambaia/DF), mas levantamos a bandeira dela e a inserimos no mapa cultural da capital. Hoje nossa cidade tem uma cena bem organizada com o Coletivo Insônia, no rock, e o Coletivo Artsam, no rap, por exemplo. A cena no geral, em nível de DF, está cada dia mais sólida, sobretudo com o advento dos coletivos culturais.

4- Qual vai ser a primeira música de trabalho?

A gente não pensa muito nisso não. Mas, a primeira que lançamos e que a galera tem curtido muito é “A Terra Vista da Lua”.

5- Por que os leitores devem dar atenção a esse trabalho?

Talvez mereça a atenção porque é um som despreocupado com estética musical imposta pelo “Mainstream” que pasteurizou a música ao longo dos anos. E é uma música honesta feita com o coração, com uma mensagem a ser ouvida. Além de ser um som que pretende acima de tudo trazer boas vibrações a quem ouve.

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O Lua Elétrika e Satélites Graves vale muita a pena e pode ser conferido no canal do trio no soundcloud. E confira aqui a excelente “A Terra Vista da Lua”. Confira. Nós do Kalango agradecemos a galera do projeto e voltaremos com mais informações.

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