Conheça o talento do Rapper Rael

RAEL-13

É inegável que o rap nacional vem sofrendo uma transformação nos últimos anos, para alegria dos novos fãs e raiva dos mais roots.

O fato é que as bandas gangstar’s continuam fazendo seus sons e tendo seu público cativo, e a nova geração rítmica tem ganhado os ouvidos dos que antes não curtiam o estilo. Não entrarei na discussão se é rap ou não é, há espaço para todos.

Nesse novo cenário de rimas, não há mais os delimitadores do tracional rap, Criolo e B-Negão falaram um pouco sobre isso ao TV Brasil:

Rap é muito estudo, muita cultura, muita pesquisa. É buscar o novo, transformar”, define Criolo, revelação do rap nacional. “Não posso castrar minha criatividade, não acredito em música com regra”, sentencia o músico.

“Sempre briguei com isso, entrei pro rap por causa disso e já tive ligação com o punk rock também por causa disso: contestar o que nego fala que tem que ser daquele jeito”, provoca o rapper B Negão.

Hoje podemos ver o estilo das ruas rendendo-se à musicalidade brasileira ao misturar-se com samba, mpb, reggae, música eletrônica e etc. É nesse rico cenário musical que está inserido Rael da Rima, o personagem principal desse artigo. Antes de começar a falar desse artista, para quebrar seu preconceito com os rappers (caso haja) deixo abaixo dois vídeos onde Rael faz ótimas interpretações e mostra que é um grande cantor:


Muito bom, não é?

Rael, que ganhou nas rinhas de Mc’s o codinome “da rima”, começou sua carreira aos 16 anos, junto com mais quatro amigos formaram o grupo “Pentágono”, que se destacou no cenário paulista por seus estilo diferente de fazer rap. O grupo apresentava as tradicionais rimas, mas de uma forma mais melodiosa, marca registrada de Rael. Confira abaixo a música “É o Moio” do grupo:

Em 2005, fez uma participação no documentário norte-americano Global Lives com a canção “Vejo depois”. Dois anos depois, foi incluído no grupo de artistas que participou da primeira edição do tradicional Som Brasil, da Rede Globo, em homenagem à Vinícius de Moraes. Rael fez releituras de suas canções junto a rappers como Criolo Doido e Terra Preta. O rapper já fez a participação em músicas com artistas como Emicida, Kamau, Slim Rimografia , Don L e MC Rashid. Além do programa Som Brasil, Rael esteve presente na série Antônia, também da globo. Curta a música “Vejo depois”:

Em 2010, Rael lançou seu primeiro single solo, intitulado “Trabalhador”. Pouco tempo depois, veio o primeiro disco. Em 2011 fez participações no disco do Emicida intitulado Doozicabraba e a Revolução Silenciosa. Em 2013, retira o codinome “Da Rima”, mantendo apenas Rael, lançando em março deste ano o esperado disco Ainda Bem Que Eu Segui As Batidas Do Meu Coração, com produção da dupla norte-americana Beatnick & K-Salaam, que trabalham com Lauryn Hill e também assinaram “Doozicabraba e a Revolução Silenciosa”, de Emicida.

A música dele é caracterizada por uma forte presença do reggae, mas é possível ver uma mistura com samba, rock, batidas eletrônicas e mpb. Vou recomendar abaixo meus sons preferidos, mas vocês podem irema um dos vídeos e escutar outras, música boa é o que não falta.

A primeira é “Ela me faz”, há duas ótimas versões, irei colocar a gravada no estúdio da Som Livre onde há uma mistura de reggae com samba, mas também tem a primeira versão em reggae, você pode ver clicando aqui.

A segunda é a música é  “O Hip-Hop é Foda”. Dispensa explicações, pois é foda:

O Hip-hop é foda e esse DJ é zica!

E para finalizar deixo a música “Coração”:

Discografia

Com Pentágono

•             Microfonicamente Dizendo (2005)

•             Natural (2008)

•             Ep (álbum) (2009)

•             Manhã (álbum) (2012)

Álbuns solo

•             MP3 – Música Popular do 3° Mundo (2010)

•             Ainda Bem Que Eu Segui As Batidas Do Meu Coração (2013)

Gostou? Não gostou? Deixe sua opinião, comente, curta, compartilhe.

Compartilhe ...Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on TumblrShare on Google+Email this to someone