Banda sueca “Sabaton”, faz homenagem à FEB

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A banda sueca de Heavy Metal, Sabaton, formada em 1999 e conhecida por ter letras relacionadas às guerras históricas, em seu sétimo e mais recente álbum intitulado Heroes, lançou uma música em homenagem a três heróis da Força Expedicionária Brasileira. Geraldo Baêta da Cruz, Arlindo Lúcio da Silva e Geraldo Rodrigues são os homenageados.

Dê play no vídeo, veja a letra e tradução aqui , entre no clima e depois leia sobre essa incrível história:

Quem são esse brasileiros que foram esquecidos em sua pátria sem memória, mas são lembrados como heróis no mundo?

Em 1945 uma divisão alemã era captura. Para surpresa geral a “façanha” era cometida por tropas brasileiras. Os captores foram os Cobras Fumantes.

A surpresa foi em ambos os lados, mas os alemães eram maioria: na sangrenta luta ao redor da cidade de Montese, no norte da Itália, em meados de abril de 1945, três soldados Aliados em patrulha se viram, de repente, lutando contra toda uma divisão do exército inimigo. Após uma dura mas breve batalha, Arlindo Lucio da Silva, Geraldo Baeta da Cruz e Geraldo Rodrigues de Souza estavam mortos. Impressionados com o espírito de combate dos oponentes, os alemães fizeram-lhes cruzes de madeira. Na inscrição se lia: “Três heróis brasileiros”.

“Drei Brasilianische Helden” 

Em julho de 1944, o Brasil finalmente esboça uma real participação na 2° guerra mundial, enviando ao front de batalha pouco mais de vinte e cinco mil soldados, designados a combater nas trincheiras italianas. 

Dentre os recrutas, haviam três soldados que mudariam o rumo e a sorte da FEB (Força Expedicionária Brasileira) durante o conflito, renovando as chances de vitória brasileira e adquirindo o respeito e reconhecimento até mesmo dos rivais nazistas.

Durante uma incursão brasileira em território inimigo, o 12° batalhão nazista realiza um brilhante deslocamento de suas tropas e acaba por cercar trinta de seis pracinhas que fariam a escolta dos mensageiros até cruzarem as linhas inimigas. 

Impedidos de realizarem sua tarefa, acabam se refugiando em uma velha e desativada vinícola, dando ínicio a uma das mais sangrentas batalhas das quais estaria presente o contingênte da FEB.

Isolados de qualquer escolta ou patrulha para lhes auxiliar, resolveram circundar os vales do local, afim de escapar do inimigo, mas foram cercados pela divisão 103° airbone do general Hermann Fegelein, que prontamente ordenou aos três mensageiros a rendição e entrega do material que transportavam.

Decididos a defender e lutar pela posse da valiosa carga (a mesma continha cartas e objetos pessoais que foram enviados pelos familiares dos pracinhas), o trio combateu os alemães até ficarem sem munição, sendo capturados e executados posteriormente.

Admirado com a bravura e determinação dos três brasileiros, o comandante mandou enterrá-los em cova rasa, colocando sobre a mesma uma cruz e uma placa com a inscrição: “Drei brasilianische helden”, que em bom português significa “três heróis brasileiros”. 

Os combatentes Geraldo Baêta da Cruz, Arlindo Lúcio da Silva e Geraldo Rodrigues de Souza morreram como heróis em Montese (vilarejo italiano), dando suas vidas para defender as palavras de incentivo e conforto das familias brasileiras que possuíam parentes no conflito. Sacrificaram-se pelo alento que receberiam os soldados de seus entes mais próximos por meio daquelas cartas.

Informado sobre o conteúdo da missão do trio, o comandante gendarme enviou ao encontro do general brasileiro um de seus mensageiros munido de uma bandeira branca, uma mensagem que ele mesmo escreverá e todo o material que havia capturado durante o combate.

A carta continha os seguintes dizeres:

“Aos cuidados do supremo comandante desta força, transmito minha admiração e meus sinceros cumprimentos á bravura de seus homens, dos quais tive o prazer de estar em batalha contra três bravos soldados, sentindo na pele a maior dificuldade e enfrentamento do qual me deparei nesta guerra. Praticando um gesto de nobreza e honrando a memória dos fuzileiros, o alto comando do terceiro reich abre mão da posse do material transportado e devolve a carga ao exército brasileiro. Informamos que os seus compatriotas mortos em batalha se encontram sepultados ao leste, próximo a um grande campo de feno. Os cumprimentos de Hermann Fegelein, general de campo do esquadrão de paráquedistas da divisão 103° airbone.

Após quase nove meses de batalha e com um número aproximado de 475 baixas, os pracinhas brasileiros retornam a terra natal após participarem de quase 89 missões, triunfando na sua grande maioria.

Fontes: Der Spiegel, 5 de janeiro de 2010. tradução Sala de Guerra Wikpedia 11° Batalhão de Infantaria de Montanha E texto do blog NetoSabinada

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  • Eduardo Lopes

    Realmente, três heróis esquecidos.