A saga de um Kalango para acompanhar o Red Hot no Rio de Janeiro.

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DSC00062Minha jornada rumo ao Circuito Banco do Brasil no Rio de Janeiro, serviu para mostrar como encarar festivais no Brasil é tarefa para espartanos, quanta dificuldade e falta de estrutura. Isso porque não quero nem falar sobre preços. Só pra constar, água por 6 pratas e cerveja por 7 não é brincadeira. Eu já tinha encarado o SWU 2010 e RiR 2011, e constatei que apesar de passarem os anos, os problemas permanecem, acumulam e se multiplicam. Meu maior desejo era o show do Headline do evento, os californianos do Red Hot Chili Peppers, mas estava nos planos os brasileiros do Titãs.

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Fiquei hospedado a 12km do local do evento, o parque dos atletas (chamado de cidade do rock durante o RiR). Acompanhando o show do Raimundos pelo Multishow, constatei que o cronograma dos horários estava sendo seguido a risca e decidi chamar um taxi a 19:00 para o ver os dinossauros do Titãs que estavam agendados paras as 20:00. Meu erro foi esquecer que eu estou no Brasil. Liguei para 5 empresas de taxis e TODAS estavam sem nenhum carro!? Com previsão de até duas horas de espera, eu devo ter entendido errado, afinal, estamos prontos para a copa e as olimpíadas. O Rio de Janeiro é justamente o palco principal dos dois eventos. Vai dá merda Capitão… fui andando até o Barra shopping para tentar um taxi e tive outra linda surpresa, no Rio os taxistas e que traçam seu destino e simplesmente falam para onde estão indo e não perguntam ao passageiro para onde ele vai.

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Depois de toda essa luta para um simples taxi cheguei no local do evento para apenas ouvir o final do show dos Titãs. Merda! Depois foi a torturante espera ouvindo Yeh, Yeh, Yehs. Mano nada contra a banda, apenas achei o som deles horrível e respeito quem curte, mas que foi o sem juízo que escalou uma banda tão desconhecida e extremamente alternativa para se apresentar antes do RHCP??? Não deu outra, poucas pessoas curtindo e uma multidão incomodada… pelos menos os horários estavam sendo seguidos a risca e exatamente às 23:20 o RHCP subiu ao palco, delírio total dos presentes e cada música cantada a plenos pulmões. O set list bem montado passeou pelos 30 anos da banda. Logo fica claro que Flea é o frontman do grupo e comanda as ações com o público. O guitarrista Josh Klinghoffer, vai se firmando como membro da banda e aos poucos mostrando o que sabe. Chad Smith é outro monstro musical e faz da cozinha o melhor lugar da banda. Por fim, show de ótima qualidade e evento aprovado, bares sem fila (culpa do preço ou eficiência?) e horário perfeitamente seguido. Lá fora é que ainda tem muita coisa para melhorar…PS: cheguei em “casa”duas horas e meias após o fim do show. A organizaçao que exitiu dentro é justamente a que falta fora.

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