Sobre as críticas ao “Império da Prata” e “Conquistador” de Conn Iggulden

Império da Prataconquistador

Sempre recebi como indicação de leitura a série “O Conquistador” de Conn Iggulden que narra a história do Império Mongol, no entanto, essas indicações por diversas fontes e vezes sempre vieram acompanhadas de advertências do tipo “leia só os três primeiros”, “os três primeiros são bons depois fica chato”, “os dois últimos livros são cansativos”, “os últimos são chatos”.

Escutei tanto isso que estava convencido de ler só os três primeiros livros “O Lobo das Planícies”, “Os Senhores do Arco” e “Ossos das Colinas”. Porém, como sou um leitor que se recusa a abandonar a leitura começada, continuei e li os dois últimos “Império da Prata” e “Conquistador”. Agora com a série finalizada posso dizer: Não creiam em tais advertências, claramente elas partiram de pessoas que provavelmente não leram a série até o fim.

Os dois últimos livros são bons, sim! E o último é ótimo!

Há uma quebra de ritmo na passagem do terceiro livro para o quarto?

Não, há uma mudança na história do Império Mongol. Não podemos ignorar que esse é um romance histórico que se envereda em fatos ligados ao desenvolvimento do império.

Gêngis Khan

Gêngis Khan

No primeiro livro, “O Lobo das Planícies”, vemos a luta da família de Temujin pela vida até sua conquista como grande Cã da nação. No segundo, começa a expansão mongol, no terceiro essa expansão encontra seu ápice, ou seja, os três primeiros livros são carregados de pura guerra e naturalmente de ações com um ritmo frenético.

Com a morte de Gênigs Khan — acredito que não seja spoiler, você sabe que Gêngis morreu né? — e a ascensão de Ogedai Khan, o Império Mongol é consolidado (no livro Império da Prata), passa a ser dividido em canatos, ou seja, há outros cãs sobre o comando do Grande Cã. O império também ganha uma capital, Karakorum, e torna-se o centro da nação. Tendo uma capital, automaticamente passa a haver disputas políticas o que seria a tal “quebra de ritmo”.

No entanto, nós temos o general Tsubodai praticamente conquistando o mundo!

De forma nenhuma o livro é parado, só não tem o mesmo ritmo dos três primeiros, pois nesse momento a história mongol era outra. Com a morte de Ogedai, temos Guyuk Khan, um cã fraco, e posteriormente uma espécie de reencarnação de Gêngis, Mongke Khan, nesse momento, que já é no último livro “Conquistador”, emergi as  figuras Ari Boke Khan, Kublai Khan e Hoelun Khan.

Kublai Khan, neto de Gêngis Khan e fundador da dinastia chinesa Yuan

Kublai Khan, neto de Gêngis Khan e fundador da dinastia chinesa Yuan

Kublai e Hoelun tornam os dois últimos livros em algo maravilhoso. Hoelun parte para devastar o mundo islâmico chegando a Bagdá e Kublai vai tomar o que restou da China que Gêngis não conquistou.

Hoelun é inegavelmente um neto de Gêngis principalmente em sua forma de conquistar. Já Kublai que era um erudito que vivia longe das lutas, chegando a lembrar Temuge, o irmão de Gêngis que dedicava-se unicamente aos estudos, sob o comando de Mongke torna-se um estrategista superior ao próprio Tsubodai, que já era uma lenda.

O que achei mais impressionante é que Kublai é uma personificação do livro “A Arte da Guerra” de Sun Tzu, livro que ele estudou profundamente e que inclusive cita seus ensinamentos durante a luta.

Portanto, digo para vocês que começaram a ler e perceberam o ritmo diferente já no final do terceiro livro: Continuem e não terão arrependimentos. Depois comente aqui se estou certo ou errado.

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