Visualmente perfeito, Mogli é um tratado sobre a tolerância.

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Que existe um padrão para os filmes da Disney isso não é nenhuma novidade. Os filmes são recheados de “fofurismos” e cantorias, principalmente nos desenhos animados. Mas, os tempos modernos pedem algo mais, daí a necessidade de buscar sempre se reinventar. Podemos perceber uma enorme evolução no padrão Disney, seja na ala da Pixar ou na Marvel Studios, que são propriedades da dona do rato mais famoso do mundo. Existe um movimento cada vez mais “serio”, introduzindo sutilmente temáticas do cotidiano, levando temas morais até as crianças e, obviamente, aos adultos, compare os filmes da Marvel, por exemplo. Isso é um enorme ganho para quem acompanha as obras da marca e torna tudo ainda mais relevante. Mogli, trás toda essa evolução, seja por ser uma versão “carne e osso”, nesse caso pouca carne e muito CGI, ou pelos dilemas morais que marcam o filme.

A história é a clássica, um menino é encontrado numa floresta e “adotado” por um grupo de lobos. Ali vai sentir na pele os perigos da floresta e os problemas em ser diferente.

Mogli é um filme que faz saltar os olhos tamanha a qualidade técnica. Visualmente perfeito, impressiona ainda mais quando lembramos que a única coisa real na tela é o menino Neel Sethi, que dá vida a Mogi, todo o resto é fruto da mais moderna computação gráfica, e quando digo tudo, é tudo mesmo. Outro ponto positivo é a narrativa que encontra o equilibro exato entre a diversão e o assunto sério, deixando o ambiente leve, mas discutindo com o público assuntos difíceis, como tolerância e aceitação. O protagonista Neel Sethi é uma achado e guia com segurança o público pela floresta. Estamos diante de um filme da Disney e isso fica evidente nos momentos musicais, porém, esse novo padrão, torna tudo ainda mais saboroso.

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