Villeneuve escancara a desesperança no combate ao tráfico de drogas.

sicario

Denis Villeneuve, é hoje um dos grandes diretores em atividade, e certamente,  é um dos melhores em criar clímax e tensão. Quem se lembra de Os suspeitos (2013) sabe que cada segundo de Hugh Jackman em cena era um turbilhão de suspense garantido. Já em O homem duplicado, Villeneuve consegue prender a atenção de todos com um filme complexo e tenso, que exige do espectador muita capacidade de raciocínio e não se pode ter preguiça de pensar. Agora, em Sicário- terra de ninguém, Denis cria um ambiente de desesperanças e cheio de tensão.

O filme mostra as dificuldades que os estadunidenses enfrentam na fronteira mexicana. FBI, CIA e DEA, parecem não ter o que fazer para combater os carteis mexicanos de drogas. Nesse cenário adverso, é montada um força tarefa que envolve muitos segredos e a tática do “faça o que for necessário”.

Sicário é um termo para matador de aluguel, e ao longo do filme esse termo vai se fazendo entender. Villeneuve, mistura o cultuado Traffic de Steven Soderbergh com pitadas de A hora mais escura de Kathryn Bigelow. Além disso, a direção desse canadense tira o máximo de seus atores, em especial de Emily Blunt e Benício Del Toro. A fotografia é excelente, o México retratado na tela pinga sangue e o roteiro nos leva ao fundo do poço, demonstrando que a tática de combater o tráfico na base bala se mostra cada vez menos ineficiente. Se o seriado Narcos do Netflix, mostra o começo da politica estadunidense de combate as drogas, Sicário deixa claro que é impossível combater os carteis de uma maneira juridicamente legal. O roteiro de Taylor Sheridan, ator do seriado Sons of Anarchy, deixa claro a desesperança dessa política e contribui para um dos filmes mais importantes sobre o tráfico de drogas, e de quebra um dos melhores do ano!

 

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