Travestido de ficção científica, A chegada discute nossa humanidade.

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Não consigo mais esconder minha admiração pelos trabalhos do diretor Denis Villeneuve, desde que assisti Os suspeitos não parei mais. Depois, vieram O homem duplicado, Sicário e agora A chegada. Villeneuve vai se consolidado como um autor filme pós filme. Seu cinema é carregado de tensão e dramaticidade, suas obras conseguem prender e criar uma angústia profunda a espera da próxima cena. A chegada não foge à regra.

Um belo dia a terra é invadida por naves alienígenas em vários pontos diferentes do planeta (o Brasil anda sem moral e não faz parte da invasão). O pentágono recruta a linguista Louise Bank (Amy Adams) para buscar uma comunicação com seres espaciais.

Talvez o único filme a dialogar com essa ficção científica diferentona é Interestelar de Christopher Nolan, o resto dos filmes de invasões alienígenas passam longe. O clima é desenvolvido lentamente, como é comum nos filmes de Villeneuve, passo a passo vamos entendo que não se trata de um filme sobre batalha entre terráqueos e seres espaciais. É, no fundo, mais uma obra de alguém que usa todos os artifícios possíveis para discutir a humanidade. Villeneuve, conduz com maestria e pede atenção total nos detalhes para que ninguém fique perdido para o ato final. Uma obra poderosa que discute o mundo em que vivemos e nossas escolhas, amparada por uma atuação forte de Amy Adams (inexplicavelmente fora do Oscar). O filme concorre em 8 categorias, incluindo filme, diretor e roteiro.

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