Tão, tão distante…

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Com 300, o diretor Zack Snyder apresentou ao mundo um novo patamar para os filmes adaptados de HQ’s, nesse caso era uma graphic novel, um tipo de quadrinho para adultos. Snyder levou as telas uma versão de 300, graphic novel do mestre Frank Miller. O resultado foi exuberante, parecia que as páginas da revista eram folheadas na tela, tamanho era a semelhança entre o visual gráfico do filme e os desenhos de Miller. Foi um sucesso, não só pelo visual, mas também pela narrativa repleta de sangue, violência e honra.

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Com 300 a ascensão de um império, Snyder ataca de produtor e roteirista e nos leva a eventos paralelos aos acontecimentos do primeiro e também momentos que se passam antes da história original. Vemos como o general ateniense Temístocles tem total influência na vida de Xerxes e como ele se transformou no deus-rei.

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A impressão que temos com esse novo 300 é que o tempo entre os dois filmes foi longo demais. Vários filmes pós 300 se aproveitaram do mesmo visual gráfico e este não apresenta nada de novo. Outro erro são as sequências de batalhas, praticamente todas em alto mar, chegando a cansar e “embolar “a compreensão do expectador. Falta ao australiano Sullivan Stapleton, o carisma de Gerard Butller para segurar o filme e Rodrigo Santoro é coadjuvante até quando deveria ser protagonista. Destaque para a bela Eva Green, que apesar de caricata convence mais que os homens. Não é um filme ruim e deve agradar ao público menos ambicioso, mas está muito distante de Esparta.

artemisia

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