Rua Cloverfield, 10: Como é bom ser surpreendido!

poster cloverfield

Há umas semanas atrás, a produtora do J. J. Abrams (Star Wars: Episódio VII; Lost; Star Trek) anunciou um novo filme com um relacionamento ao seu outro filme Cloverfield, lançado em 2008 com uma proposta bem paralela ao que tinha na época. Cloverfield é um filme “gravado” pela câmera do personagem principal, que passa por uma invasão de um monstro em NY, sendo seu objetivo apenas sobreviver. Quando lançado, o filme fez um certo barulho, dividindo opiniões de quem gostou muito e quem achou bem mais ou menos, mas sem dúvida, foi uma novidade.

Após quase 8 anos, J.J. decide explorar esse tema novamente anunciando um trailer muito instigante e mexendo com o coração de quem sentiu-se meio órfão após o fim do primeiro filme.

Olha que poster irado.

Olha que poster irado.

O filme conta a história de três personagens presos em um Bunker não podendo sair por uma treta que rolou lá fora. O interessante é que dois desses não estão muito afim de ficar no bunker, mas são impedidos de sair pelo personagem interpretado por John Goodman (Argo, Monstros S.A.). Bem, é isso que o trailer nos mostra mas o filme vai beeeem além.

Vou tentar falar o mínimo sobre o enredo do filme, pois espero que ele seja tão surpreendente pra vocês como foi para mim. Num cenário atual em que os grandes blockbusters do ano tem dezenas de materiais de divulgação, entre trailers e teasers e props de TV que anunciam boa parte da trama (Marvel, DC), a estratégia da Bad Robot foi sensacional: lançaram esse trailer quase que sem diálogos, com duração de um minuto, poucas semanas antes do lançamento, gerou a curiosidade do público para descobrir sobre o que é esse filme. Exatamente o que um trailer tem que fazer!!

O filme se desenvolve muito bem. É um suspense que tem uma sensação claustrofóbica que vai fazer você se sentir incomodado pelos personagens. Os atores cumprem bem o seu papel em cada um de seus personagens. A personagem principal é interpretada Mary Elizabeth Winstead (Duro de Matar 4.0, Scott Pilgrim Contra o Mundo) manda muito bem, fazendo com que você torça pra ela todo o filme. Mas John Goodman rouba a cena, encarnando o antagonista que te gera um medo muito incomodo do tipo “esse cara existe no mundo real e fazem coisas como essa todos os dias”. Isso faz com que toda vez que ele aparece, você fique tenso com sua próxima ação, criando um laço com a personagem principal que há muitos filmes eu não vejo.

john goodman

Maaaano, olha a cara de FDP.

O roteiro é bem desenrolado, o filme é bem editado, a direção do estreante Dan Trachtenberg  é muito competente e ele te convence a gostar da história que tá te apresentando. Se for pra apontar uma falha, eu diria que o final poderia ser um pouco diferente, mais simples, assim como o tom de todo o filme. Mas não compromete a trama.

Enfim, falei, falei e não disse nada. Mas assim como o trailer, o objetivo era esse. Que você termine isso curioso pra ir logo ver sobre o que é esse filme. Você vai ficar muito tenso, vai colar na cadeira e vai murmurar consigo mesmo várias vezes “faz isso, corre pra lá, não faz isso”, como um bom filme de suspense deve fazer. E quando sair, vai ficar satisfeito.

8,5/10

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