Remake de sucesso sul coreano desvenda a força da fofoca e a busca pela vingança.

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Spike Lee é um diretor negro e ativista, seu cinema esta permeado pela denúncia, pela crítica e pelo preconceito. Algumas vezes, seu cinema “tenta” ser apenas cinema, mas parece meio impossível. Particularmente gosto mais do seu lado ativista, Malcon X, Faça a coisa certa, Mais e melhores Blues e Febre da selva são bons exemplos. Mesmo quando o contexto racial não é explicitamente tema das obras, é perceptível que a tensão racial dos estadunidenses se faz presente na tela. Basta um olhar apurado sobre O verão de Sam, O plano perfeito e 24 horas. Atentamente é possível perceber isso no seu remake do sucesso sul coreano Old Boy.

Somos apresentados a um típico picareta inescrupuloso chamado Joe Doucett (Josh Brolin) um daqueles sujeitos que é melhor não conhecer. Depois de uma bebedeira Joe acorda misteriosamente em um quarto onde vai permanecer por vinte anos, em uma espécie de cárcere privado. Um belo dia Doucett é solto, recebe dinheiro e um celular que vai guiá-lo a caminho da vingança e a descoberta dos motivos que o levaram a ficar vinte anos preso.

A versão estadunidense segue (com algumas liberdades) o original. Tudo é ambientado num clima de deboche e sarcasmo, tudo é caricatural. A violência impressiona mais é meramente estética (assim com em Kill Bill de Tarantino). Samuel L. Jackson (a cara e o cabelo do Balotelli) dá o tom racial e Josh Brolin está canastrão como o personagem pede. O roteiro é interessante e prende até o fim, apesar de algumas incoerências e exageros, o resultado final é mais impactante para quem nunca viu o filme coreano, o original. Moldado em sarcasmo o filme faz refletir sobre a fofoca e suas consequências. Vale o ingresso.

Screen shot 2013-07-10 at 4.49.58 PM

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