Profundo e profano.

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A revolução sexual feminina dos anos 70 teve uma porta voz, seu nome era Linda Susan Boreman, que provavelmente não carregaria essa bandeira se não tivesse mudado de nome. O mundo a conheceu como Linda Lovelace, a primeira grande estrela do cinema pornográfico. Linda estrelou em 1972 o maior sucesso da história pornô, Garganta Profunda arrecadou mais de 600 milhões de dólares em bilheteria.

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Linda não era ativista, muito menos feminista, mas escancarou para mundo através de seu livro, batizado de Provação, como foi sua vida. Acompanhamos como a menina ingênua e de uma família conservadora estadunidense foi parar no cinema erótico. Vemos o quão bizarra é a sociedade, e não interessa a nacionalidade, o ser humano é algo profano. A menina com sardas no rosto era privada de quase tudo dentro de casa e acabou nos braços de seu maior algoz, o marido Chuck Traynor. A transformação de Linda Susan Boreman em Linda Lovelace é fruto na ganância, violência e desmandos do marido, tudo apoiado pelo machismo e conservadorismo familiar tão comum no lado norte das Américas.

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Como cinema o filme Lovelace se desenrola com um ar de telenovela, uma narrativa didática que só não cansa pelo modo não linear em que se desenrola o roteiro. Primeiro o filme mostra o mundo mágico da industrial pornográfica, regado a dinheiro, champanhe, glamour e gente famosa. Depois vemos a degradação, a violência e a tentativa vã de Linda escapar do marido e suas vontades financeiras, que sempre acabavam na venda do corpo da própria esposa. A fotografia granulada propositalmente para se parecer com os filmes da década de 70. O elenco também merece destaque, Amanda Seyfried carrega o filme e assume que esse é o grande papel de sua carreira. Sharon Stone e Robert Patrick (eterno T1000) são os pais de Linda e James Franco tem uma pequena participação como Hugh Hefner o dono da revista Playbloy. Uma biografia que incomoda e desmitifica qualquer possibilidade de pensar que Linda Lovelace era a real personalidade de Linda Susan Boreman.

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