O homem nas trevas se perde num selfie egocêntrico.

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Às vezes, filmes menores, de baixo orçamento e poucas pretensões acabam funcionando muito bem nos cinemas. Alguns chegam até a fazer sucesso comercial, como é o caso de O homem nas trevas, do diretor uruguaio Fede Alvarez e do produtor Sam Raimi (Trilogia Evil Dead e trilogia Spider-man). A parceria começou quando trabalharam juntos no remake de Evil Dead, que Raimi havia dirigido nos anos 1980. Agora, a dupla parte de uma ideia original, para apresentar uma obra que é marca pela claustrofobia e o egocentrismo.

Três jovens, cada um com suas motivações, vivem de fazer furtos a residências e decidem roubar um senhor que ganhou uma grana depois de receber uma indenização pela morte da filha. O plano era invadir a casa do old man enquanto ele dormia, pegar a grana e cascar fora, tudo fica ainda mais fácil quando o trio descobre que o homem é cego.

Partindo de uma premissa interessante, O homem nas trevas tinha tudo para ser melhor do que realmente é. O filme tem bons momentos, promovendo um clima perturbador de medo, suspense e claustrofobia, fazendo questão de reduzir os espaços físicos dos personagens, potencializado a possibilidade de susto e tensão. Seus erros, porém impactam demais no resultado final, enfraquecendo a obra. Ao ampliar as motivações da protagonista e do antagonista, se perde um leque enorme de debate sobre justiça e moral. O resultado final apesar de interessante, não passa de um enorme selfie, e convenhamos, apesar dos selfies serem a esmagadora maioria das fotos postadas, poucas pessoas são de fato interessantes para saírem na foto longe do próprio egoísmo.

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