Não é mais um besteirol americano.

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O cinema nacional parece um urso. Hiberna, hiberna e hiberna, de repente acorda e nos presenteia com um filme digno e volta a dormir. Nesse momento o urso está dormindo, pelo menos quando se trata dos filmes que chegam aos cinemas. Estamos diante de mais um subproduto com a marca globo filmes (aqui via multishow), novamente o protagonista é uma promessa da comédia brasileira, assim como os filmes com Marcelo Adnet, Marcos Mion e Fábio Porchat. De de novo temos uma adaptação de uma peça cômica para o cinema, ou seja, é um típico mais do mesmo e nesse caso mais é menos.

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Paulo Gustavo repete o personagem o que fez famoso, Dona Hermínia, inspirado em sua própria mãe. Vemos uma família suburbana, tipicamente brasileira, onde o pai abandonou o lar, e se casou com uma mulher mais nova. Até aqui nada de errado. O filme começa a deslizar quando vemos o excesso de sinceridade em cada fala. Tudo é muito “na cara”, sem o menor pudor ou senso de sensibilidade a escatologia, o politicamente incorreto e as ofensas abundam a tela.  E convenhamos sinceridade não é o forte da nossa sociedade.

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O roteiro é pífio, a lá zorra total, tudo é tão inverossímil e segue o que é comum nessas comédias besteirol. Claramente é uma mera desculpa para Gustavo derramar seu talento e arrancar risos, ainda que rasos, da plateia. Já foi visto por mais de 4 milhões o que não espanta, afinal estamos no país onde o pânico na tv faz sucesso. Ultimamente essas comédias medianas tem sustentado a bilheteria dos filmes nacionais e certamente teremos uma continuação depois do dinheiro que rendeu. Não é mais um besteirol americano, afinal esse é bem brasileiro.

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