Medo à moda antiga.

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O cinema de terror passa por um período de entressafra, um monte de filmes que distribuem alguns sustos de forma gratuita e safada. Aquele maldito recurso de esconder um gato dentro de guarda roupas, fazer o bichano pular na tela ao abrir das portas, acompanhado por um ótimo aumento no volume da música que deixava o medo no ar. Nada pode ser pior que um filme que usa um recurso tão esdrúxulo para assustar do que esse. Felizmente não é isso que temos na grata surpresa Invocação o mal de James Wan.
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O filme é mais um sobre o já batido tema casa mal assombrada. Apoiado por um ótimo elenco, um roteiro coeso e um jeito antigo de filmar, James aproveita a história de um casal de “caça fantasmas” real, para mostrar todo seu potencial nos filmes de terror/suspense. Temos a tradicional casa no meio do nada nos EUA (será que eles gostam mesmo disso?), habitada por uma família pacata. Pai, mãe e cinco filhas, obviamente a casa tem um passado tenebroso e todos os clichês que o gênero pede e filma ao longo dos anos, então por que é um bom filme?
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Wan já demonstrara talento quando dirigiu o primeiro Jogos Mortais (único que importa na verdade) e Sobrenatural. Em Invocação o mal, ele tem a seu favor as boas atuações do elenco central, efeitos visuais que apesar de baratos convencem e o fato de beber na fonte de O Exorcista e A Profecia (o original de Richard Donner). Tudo é cuidadosamente pensando para gerar angústia e pavor em quem assiste e apesar de trabalhar com tudo explicito na tela, fica evidente que Wan não quer apenas amedrontar pelo visível, mas também, por fazer crer que tudo pode de fato ter acontecido.
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