Jodie Foster faz um instigante filme metafórico e carregado de simbologias.

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Jodie Foster tem uma carreira consolidada como atriz. Fama, dinheiro e prêmios são normais para ela. Estrela de filmes de drama e suspense, foi uma das queridinhas da indústria hollywoodiana e ganhou dois Oscars de melhor interprete. Ainda na década de 90, dirigiu seu primeiro filme, Mentes que brilham, um filme bem sessão da tarde. Depois, vieram Feriados em família (1995), Um novo despertar (2011) e agora Jogo do dinheiro. Como diretora Foster nunca foi tão brilhante como é atriz, porém é evidente sua melhora e Jogo do dinheiro é uma enorme aula cinematográfica.

George Clooney é Lee Gates, um apresentador sensacionalista de um programa sobre mercado financeiro. Gates é extravagante e faz tudo pela audiência, a ponto de seu produtora Patty Fenn (Julia Roberts) está se desligando do programa, pois, não suporta mais Gates. Tudo muda quando o programa, ao vivo, é invadido por Kyle Budwell (Jack O`Connell), armado e com uma bomba, Budwell perdeu toda a grana depois de seguir os conselhos de investimentos dados por Gates.

Jogo do dinheiro é uma enorme metáfora sobre o mundo financeiro, carregado de simbologias belíssimas e críticas ácidas sobre uma das faces mais cruéis do capitalismo e sua máquina especulativa, que empobrece muitos e enriquece poucos. Foster é a grande responsável por tornar um roteiro simplista e as vezes inverossímil, a caminha por Wall Street é genial como metáfora, mas ilusória diante da situação apresentada. Nada disso tira o brilho do filme. Clooney destila todo seu ativismo construindo um personagem ambíguo e cheio de ironia e tiradas hilárias. Julia Roberts convence como a produtora desesperada e Jack carrega toda a agonia de quem acreditou no mercado financeiro e perdeu tudo. Um filme cheio de boas sacadas, que equilibra a tensão com boas doses de humor, usando com perfeição a metalinguagem, a simbologia e a metáfora para mexer nas feriadas de um mundo tão cruel como o das bolsas de valores e mercados especulativos. Uma obra que merece ser vista e refletida de tempos em tempos.

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