Fórmula repetida.

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Talvez eu seja muito chato (e de fato, sou!) mas pelo menos para mim (e tudo indica que somente para mim) o padrão “Marvel de qualidade” está dando sérios sinais de cansaço. Não que Capitão América 2 seja ruim, longe disso, o filme entrega perfeitamente o que promete. Ao meu ver isso é um problema, sei que isso é um paradoxo. A estrutura da Marvel para o cinema, especialmente na linha dos heróis que compõe o universo Avengers, está muito manjada, batida e não trás nenhuma novidade desde o primeiro filme do Homem de ferro (2008!). Quando entremos em uma sala de cinema de qualquer filme dos Avengers já sabemos o que vemos ver, ação de qualidade, piadinhas para quebrar o clima sério, efeitos especiais primorosos e fãs satisfeitos. É nisso que consiste meu cansaço, na impossibilidade de ser surpreendido.

Capitão América 2- o soldado invernal, segue a sequência cronológica inaugurada em Os Vingadores e o capitão Rogers ainda tem dificuldades com o mundo moderno que ele acordou depois do seu congelamento. Sua relação com os métodos da Shield e de Nick Fury também não são dos melhores. A trama se desenvolve sem nenhum surpresa e para os mais ligados logo fica claro quem é do “bem” e quem é do “mal”.

Capitão América amplia ainda mais o universo de heróis que a Marvel levará para o cinema nos próximos anos e tem muitos méritos. O roteiro nasceu dos antigos filmes de espionagem e o elenco é bastante competente. As cenas de ação, apesar dos exageros desnecessários, são primorosas e aliadas aos melhores efeitos especiais entre todos os filmes da Marvel tiram o fôlego. Anthony Mackie está muito bem como o Falcão e a maravilhosa Scarlett Johansson continua maravilhosa como a Viúva Negra. Sem surpresas e nenhuma novidade Capitão América 2 diverte sendo mais do mesmo.

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