flores partidas.

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 Bruno Barreto já viveu dias de glória como diretor de cinema. Dona Flor e seus dois maridos foi, até a chegada de Tropa de Elite 2,  o maior público de um filme nacional e O que é isso companheiro? Foi indicado ao Oscar de filme estrangeiro e sucesso de crítica. Agora maduríssimo, o diretor chega ao seu 19º filme adaptando o livro Flores raras e banalíssimas, de Carmem Lucia de Oliveira.

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Na tela temos a vida de Lota de Macedo Soares (Gloria Pires) com a famosa poetisa norte-americana Elizabeth Bishop (Miranda Otto). Elas se conhecem por acaso no Rio de Janeiro da década de 50, quando Elizabeth vem ao Brasil passar uma temporada na casa de Mary, uma antiga colega de faculdade e agora companheira da urbanista brasileira. A paixão entre Elizabeth e Lota é quase imediata, alternado momentos de amor e profundo sentimentalismo com incompreensão de ambas as partes. Enquanto Elizabeth é tímida, alcoólatra e antissocial, Lota é a típica burguesia dominante brasileira, acostumada a mandar e desmandar e realizar todas as suas vontades com o poder do dinheiro, a ponto de comprar o aceitação de sua ex companheira Mary com uma criança, comprada de maneira natural em uma favela.

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Barreto altera momentos de pura sensibilidade com a burocracia que marca seu cinema. Primeiro equivoco foi retratar o amor de ambas como algo extremamente normal e aceitável na alta sociedade carioca, em nenhuma momento o preconceito dá as caras no longa. Outro momento que poderia ser melhor explorado é o golpe militar de 1964, já que Carlos Lacerda é amigo intimo de Lota e apoiador (assim como ela) do golpe. O elenco central esta perfeito, além da fotografia, figurino e cenários. Entre erros e acertos o mais “americano” dos filmes de Barreto merece ser conferido.

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