Estadunidense.

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A famigerada e aparentemente inútil guerra contra o terrorismo tem sido, até o momento, mais bem sucedida no cinema que na vida real. Os filmes que derivam do conflito estadunidense contra os fanáticos do islã, renderam bons filmes. Zona Verde, Guerra ao Terror, A hora da verdade, O reino e alguns outros são bons exemplos. Agora é a vez de Clint Eastwood levar a história do maior de todos os atiradores de elite da marinha estadunidense aos cinema. Sniper Americano nasce das palavras do próprio atirador, Chris Kyle, que escreveu suas memorias pós guerra do Iraque. O filme concorre ao Oscar em 6 categorias: Filme, Ator, Roteiro adaptado, Mixagem, Montagem e Edição de som.

Chris é o típico estadunidense comum: branco, cristão, republicano, cowboy, armamentista e patriota. Se torna membro dos Seals após os atentados nas embaixadas de seu país em Nairóbi e vai ao Iraque depois do 11 de setembro. Lá, é apelidado por seus companheiros e pelos seus feitos como “A lenda”. A marinha credita a Kyle 160 morte em combate, um recorde.

Sniper americano é um produto embalado para seu próprio povo. Um povo do qual Kyle é representante, com sua busca por proteção e constante estado de “a América está em perigo”. Hollywood e Eastwood também são um pouco de Chris Kyle e tornam o filme uma obra interessante. O filme tem boas chances nas categorias técnicas e não deve passar disso. Bradley Cooper confirma seu status de queridinho do momento pela academia, mas sua interpretação não terá força de levar a estatueta. Mais uma obra consistente do mestre Clint Eastwood, que nos mostra como um povo pode e deve valorizar seus heróis, seja lá o que isso quer dizer ou o que significa ser herói.

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