Esquadrão Suicida é tolo, super divertido e vai agradar em cheio ao grande público.

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Uma das coisas mais naturais do mundo (apesar que não deveria ser assim) é a polarização. No mundo contemporâneo ela se estabeleceu desde a eterna “briga” entre capitalismo x comunismo na época da guerra fria. O mundo era dividido entre E.U.A e U.R.S.S e mesmo com o fim da disputa nos acostumamos a aceitar essa ideia e expandi-la para vários segmentos. Assim temos Apple x Samsung, Nike x Adidas, Messi x C. Ronaldo, Barça x Real, Ios x Android, entre tantas outras disputas. No cinema não tem sido diferente, a Marvel saiu (e permanece) na frente e a DC tenta tirar o atraso (e a diferença). Enquanto a Marvel criou calculadamente seu universo cinematográfico, partindo dos filmes individuas de cada herói até uni-los em Os Vingadores, a DC pisa no acelerador e busca criar seu universo na base da pressa. Seu ponto de partida foi com Batman vs Superman e o resultado já conhecemos (uma bomba). Agora, o universo DC se amplia com a união de vários vilões em Esquadrão Suicida.

A história é a seguinte: temendo ameaças de seres como o Superman, uma importante membro do Pentágono, Amanda Waller (Viola Davis) decidi juntar um grupo de vilões para proteger o país (que tal chamar o Batman?).

Primeiramente, fora Temer! Segundamente, fica nítido que a DC ainda não se encontrou cinematograficamente e ao adotar um tom cômico parece entender que não precisa se levar a sério. Talvez se a quantidade de personagens fosse reduzida o resultado seria bem melhor. Bumerangue, Crocodilo, Bruxa e katana são inúteis para a trama, mesmo (Spoiler) a bruxa sendo a vilã, fica claro que sem eles o filme não perderia nada. O roteiro é de uma imbecilidade ímpar, cheio de furos, arcos mal resolvidos, questões não explicadas (Weller, como não morreu?). Outro inimigo do diretor David Ayer foi a edição, que retalhou o filme a ponto de diversas cenas do material publicitário ficarem de fora da montagem final. Como nem tudo é trevas, Pistoleiro, Arlequina, El Diablo e o Coringa (meros minutos em cena) são bons acertos e devem continuar no futuro da DC nos cinemas. Pra finalizar vamos ao que de fato importa, Esquadrão Suicida é um filme ruim? NÃO‼‼! É um filme brilhante? Inesquecível? Também NÃO! Então é ótimo? Excelente? Novamente, NÃO‼‼ então, que porra o filme é? Apenas um filme divertido, sem pé nem cabeça e profundamente tolo. Cheio de erros e equívocos, mas que na conjuntura final diverte bastante. Assim, percebe-se que embora a critica especializada tenha massacrado o filme, o público vai abraçá-lo.

PS: enquanto Arlequina for a Margot Robbie ela merece um filme por ano com 3 horas de duração.

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  • Enrique Turra Santana

    hahaha grande wagner, gostei muito da critica e alem disso vim aqui pq vi que era o unico jeito relembrar de tu , saudades das aulas de historia é NOIS