Em o Lar das crianças peculiares, Tim Burton promete clímax que não vem.

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Já faz algum tempo que os filmes de Tim Burton não me encantam da mesma maneira. O último foi Alice no país das maravilhas. Depois, vieram sombras da noite (que é fraco), Frankenweenie e grandes olhos ambos ainda não assisti. Acontece que, hoje, a maior e melhor maneira de Burton surpreender seu público seria sendo menos Burton. Em O lar das crianças peculiares, Burton segue sendo Burton, para o bem e para o mal.

O lar das crianças peculiares é uma espécie de escola Xavier para mutantes. A Sra Peregrini (Eva Green) é a anfitriã que cuida e protege as crianças que estão presas em uma fenda no tempo, isso faz com que todos os dias seja o mesmo dia. Tudo muda quando Jake (Asa Butterfield) encontra o abrigo.

Baseado no bem-sucedido livro O Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares, o filme tem várias liberdades criativas e pode desagradar aos mais radicais fãs do livro. Burton e a roteirista Jane Goldman modificaram alguns personagens, alteraram a importância de outros dentro da narrativa e até inseriram gente que não esta nos livros. Para quem não leu tudo passa despercebido e sem nenhum problema. Burton segue fiel ao seu estilo, criando cenários belíssimos e criaturas belas, mesmo que apavorantes. Um erro do diretor é adotar um tom infantilizado, que perde uma oportunidade enorme de se aprofundar nos temos propostos pelo livro, como guerra, preconceitos e morte. Também não empolga a narrativa por vezes arrastada e minimalista, que finge construir um clímax que infelizmente nunca vem. O resultado final é um a obra com a marca de seu diretor mas que infelizmente já não empolga como a anos atrás. O filme não é ruim, mas a grande oferta de material contida no livro sugeria algo bem mais encorpado e coeso.

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