Dc corre atrás do prejuízo e tenta criar um universo cinematográfico de maneira Fast.

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É inegável que a DC comics perdeu tempo. Chega a ser cômico imaginar que a pioneira em adaptar quadrinhos para o cinema, com Superman (1978), deixou a eterna rival Marvel, se tornar a mais poderosa empresa no ramo adaptação de quadrinhos para a grande tela. De filme em filme acompanhamos esse duelo. Tudo mudou em 2008, quando chegou aos cinemas Homem de Ferro. Estava dado o passo inicial de um projeto extremante ambicioso e que se tornou um sucesso de público e crítica, um mosaico gigante misturando vários heróis da Marvel. A DC, ainda colheu os milhões da trilogia Batman de Christopher Nolan e só. Comeu poeira e perdeu muito dinheiro. Somente agora, em 2016, depois que o Universo Cinematográfico Marvel está consolidado e avança para sua terceira fase, a DC inicia seu projeto de um universo unificado, que começa com Batman versus Superman- A origem da justiça.

Descobrimos que Bruce Wayne (Ben Affleck) perdeu muita coisa com a destruição de metrópolis, culpa da briga entre Superman e Zod, que testemunhamos em O Homem de Aço, de 2013. Assim, o homem morcego acha que o senhor Clark Kent é uma enorme ameaça para terra e decidi frear o homem de Krypton.

Depois de ficar anos atrasada em relação a Marvel, a DC resolveu tirar o atraso enfiando o pé no acelerador criar um universo de cinema com apenas um filme, coisa que a Marvel levou 5 filmes para conseguir. Era evidente que não seria algo fácil, ainda mais quando Zack Snyder foi confirmado como diretor. Não que ele seja péssimo. Sua filmografia não tem nada péssimo, mandou bem em Madrugada dos Mortos, 300 e (talvez) Watchmen. Foi correto em A lenda dos Guardiões e Homem de aço. Viajou em Sucker Punch. Mas seu cinema já esta manjado e ele não se reinventa, segue com sua maldita câmera lenta, sua mania de grandiloquência e excessos. Um sujeito que está mais preocupado o visual do que com o resto. Outra coisa negativa do filme é que todos parecem ser coadjuvantes, assim mal dá pra avaliar Affleck como o novo Batman, e o roteiro erra feio em dá protagonismo demais para Louis Lane (Amy Adams), além de deixar a parte que importa para metade final. As cenas de ação também não das melhores, as grandes batalhas ocorrem sempre na escuridão, deixando evidente o uso de computação gráfica. De acerto temos a sequência inicial introduzindo Batman, que apesar de repetitiva na filmografia do herói era necessária para romper com a trilogia estrelada por Cristian Bale. A presença da mulher maravilha também é ótima. O saldo final é um filme apenas mediano, abaixo da última trilogia do homem morcego e do último filme do homem de aço. Apesar de tudo, pelo menos deixa o terreno alicerçado para A liga da justiça.

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