Best seller literário rende filme inspirado.

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Poucos filmes te fazem sorrir e chorar ao mesmo tempo, esse é apenas um dos méritos da fiel e inspirada adaptação do sucesso literário A culpa é das estrelas de John Green. O livro é quase obrigatório nas mãos das (e dos) adolescentes pelos corredores e salas de aula brasileiras. Certamente o filme vai ampliar o sucesso e merece ser visto por pessoas de qualquer idade.

Acompanhamos a jornada de Hazel Grace (Shailene Woodley), jovem que tem um câncer que afeta sua respiração, obrigando a moça a carregar um cilindro de oxigênio por onde quer que vá. Grace acaba frequentando por vontade dos pais um grupo de ajuda, onde conhece, Augustus Waters (Ansel Elgort) que perdeu a perna também por conta da doença. Nasce ali um amor quase a primeira vista, que com muita sensibilidade, se desenha eterno enquanto dure.

Com roteiro de Scott Neustadter e Michael H. Weber, do excelente 500 dias com ela e direção Josh Boone do sensível Ligados pelo amor, o filme é delicioso, apesar de triste, e consegue escapar dos clichês do filão amor/morte/perda, lembrando o encantador e inocente Meu primeiro amor. Os méritos são muitos, trilha sonora inspirada, elenco coadjuvante competente, com participação irritantemente deliciosa de Willem Dafoe, roteiro que mescla perfeitamente o dram e a comédia. Mas nada supera a veracidade e dedicação do casal Woodley e Elgort, são eles que tornam o filme real, possível e crível. Um filme obrigatório e reflexivo, que demonstra o quão belo pode ser amor em tempos difíceis.

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