A Marvel é a dona do jogo.

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Costumo chamar o Universo Cinematográfico Marvel, de mosaico, um enorme, poderoso e bem-sucedido mosaico. A Marvel soube fazer o que nenhum outro estúdio conseguiu na história, unir estórias, ampliar universos e interagir cinematograficamente vários personagens. Agora, ela se prepara para a chamada terceira fase de seu universo, que parece não ter fim, ainda bem! Essa fase, parte para um conceito mais maduro, mais intimista da luta dos Super heróis e menos cômico. Isso se manifesta em filme mais sério e prepara o ambiente para que o espectador se acostume com o fato de que os heróis irão mudar.

A ideia é simplória, depois de tanta destruição promovida pelos heróis, sejam sozinhos ou juntos, a ONU e os governos resolvem agir para limitar a ação da galera dos super poderes. O Capitão América não aceita essa intervenção e isso o coloca do lado oposto do Homem de ferro. Cada um deles ganha ao seu lado um grupo de heróis e tá armado o confronto.

De cara posso dizer: Capitão América: Guerra Civil é um grande filme. Não veio (e não vai) revolucionar os filmes de super-heróis, “apenas” bater na cara de DC e revolucionar o próprio cinema da Marvel. Esse sim precisava de uma renovação, apesar de não encontrarmos nenhuma bomba no catálogo recente do estúdio, qualquer coisa da Marvel é melhor que Batman vs Superman, a fórmula do sucesso já estava batida, apesar de não demonstrar qualquer sinal de cansaço. Estamos diante do melhor filme de reunião de heróis que o cinema já fez. Estamos diante de um debate profundo sobre justiça, leis, amizades, lealdade e vários dilemas morais. Tudo só colabora para o clima mais sério. Tudo está bem colocado, as motivações de cada personagem para escolher seu lado, o jeito fanfarrão de Tony Stark foi deixado de lado diante da gravidade da situação e a introdução precisa dos novos heróis, Pantera Negra (figura interessante) e Homem-Aranha (o melhor Peter Parker até agora!). Os diretores e os roteiristas conseguiram equilibrar tensão e entretenimento na medida certa. As falhas são poucas, o mal aproveitamento do Visão, o Homem de ferro facilmente manipulável e o vilão que parece ser figurante do figurante dada a pouca importância. Nada que estrague o brilho de um filme cuidadosamente pensado e incrivelmente bom.

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